Entre desencontros, algo acontece no espaço do encontro.
Como brasas que se reconhecem no escuro,
um incêndio lento
que começa no gesto,
se espalha no cheiro
e encontra território no toque, no olhar.
Na boca que encaixa.
Os corpos
seguem como rios noturnos
Fluxo que leva ao mar
E onde a pele diz sem pressa.
O desejo nasce
No olhar que percorre antes de chegar.
Na palavra que não é dita
porque queimaria na boca.
No espaços o silêncio nos envolve,
os corpos conversam em murmúrios de pele.
A respiração cria um ritmo próprio,
feito de ondas que se aproximam
e se afastam
apenas para voltar a tocar mais fundo.
Nesse encontro,
não há pressa
apenas o entendimento de que o ritmo,
faz dos corpos
território onde o tempo se curva
e a pele aprende a respirar mais fundo.
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