O nosso encontro é um grande banquete.
À mesa, desfrutamos o corpo,
apreciamos os corpos
nossos.
Há fartura de beijo,
toque, cheiro, afeto, dengo.
A língua degusta a pele
desejo alimenta a vontade
de repetir, de recomeçar:
tapas, mordidas, apertos,
pitadas de intensidade
que deixam tudo no ponto.
Há fartura de tesão:
esfregar, gozar, trepar,
chupar, lamber, se encaixar —
nada em excesso,
é partilha:
dividimos a mesa
celebrando o encontro.
E é tanta a fartura
que a morada do corpo vira casa:
onde eu me dispo inteira pra você
e nós servimos de novo.
Ficamos ao som de Janis Joplin,
saboreando com a língua
os gostos do prazer.
Sentimos com inteireza
No fim da noite, satisfeitos,
olhamos as constelações, que são nossas:
elas surgem dos sinais
que a pele acendeu,
Já que são estrelas que só existem
quando nossos corpos se encontram.
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