Mais um dia em que meu corpo não encontra o seu na cama.
Abro os olhos devagar
e as nuvens, pela janela, trocam olhares comigo.
Eu, curiosa, fico contemplando entre frestas —
quem sabe encontro no céu
algo que me recorde o seu olhar.
1, 2, 3…
7…
13.
Dias sem sentir você
e todos os seus poros encontrando os meus.
Nesse tempo, a gente troca papos profundos de elevador —
aqueles que às vezes surgem
porque existe um espaço propício:
a distância,
os planos,
os não-saberes,
as previsões.
Navegamos pela internet,
pela distância,
por essa saudade estranha
porque menos de duas semanas
talvez nem seja “tanta coisa assim”.
Mas o peito dói
de saudade do que já não é acaso,
é escolha:
passar meus minutos de mãos dadas com você.