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domingo, 12 de abril de 2026

 Mais um dia em que meu corpo não encontra o seu na cama.

Abro os olhos devagar

e as nuvens, pela janela, trocam olhares comigo.

Eu, curiosa, fico contemplando entre frestas —

quem sabe encontro no céu

algo que me recorde o seu olhar.


1, 2, 3…

7…

13.

Dias sem sentir você

e todos os seus poros encontrando os meus.


Nesse tempo, a gente troca papos profundos de elevador —

aqueles que às vezes surgem

porque existe um espaço propício:

a distância,

os planos,

os não-saberes,

as previsões.


Navegamos pela internet,

pela distância,

por essa saudade estranha 

porque menos de duas semanas

talvez nem seja “tanta coisa assim”.


Mas o peito dói

de saudade do que já não é acaso,

é escolha:

passar meus minutos de mãos dadas com você.