Não posso dizer
que vou te amar por toda a minha vida.
A vida se move demais
pra caber inteira
numa promessa.
Mas posso dizer
que desejo seguir te escolhendo enquanto meu coração pulsar.
Desejo que a gente aprenda juntos a olhar pras nossas limitações,
pras contradições,
pras diferentes formas que temos
de sentir e caminhar pela vida
sem transformar isso em distância,
mas em espaço de crescimento e acolhimento.
Porque até a semente
precisa de paciência
pra romper a terra,
criar raízes firmes
e alcançar a luz.
Talvez o amor também seja assim:
menos certeza,
mais cultivo,
paciência diante do tempo
e coragem de permanecer quando há desconforto.
Desejo que a gente saiba respeitar
o tempo um do outro,
os silêncios,
os dias difíceis
e aquilo que ainda estamos aprendendo a ser.
E que, mesmo quando os caminhos parecerem confusos,
a gente continue escolhendo cuidar
e permanecer presente.
Talvez amar seja justamente isso:
a escolha cotidiana de enxergar, admirar e cuidar da árvore que plantamos juntos
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