Batidas de concreto se misturam a borboletas Perdidas asas incontroláveis Esvoaçadas em pó Se misturam as cores da cidade A noite vagam luzes rivais Que reclamam por visibilidade Sim eles contestam o farol dos carros blindados
Turbilhão oblíquo em tom pastel Noites rodeadas de ondas ao léu sem espaço, num vazio céu Aponto pra estrela me vêm um sorriso seu estonteador e cheio de dúvidas Te conforto com um carinho e te levo ao mar para te presentear com o meu olhar.
Paredes poéticas contornam solidão Janelas escorrem desejos do mundo. São catarses da mente podridão e luxúria Brindam a devassidão exclamada em lençóis, brancos em cetim ao olhar tênue dos desinformados, abismados em perceber o selvagem e desnudo homem. (12.01.12)